Glossário
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As palavras que aparecem no painel e nestes guias, numa frase cada uma. Por ordem alfabética, não por importância: isto é para consultar, não para ler de seguida.
A — E
ACL — A lista de quem pode fazer o quê numa pasta, mais fina do que o «dono, grupo e os outros» de sempre. É o que o painel usa para que duas pessoas tenham permissões diferentes sobre a mesma pasta.
A minha unidade — A pasta pessoal de cada conta, com as suas pastas Fotos, Música, Vídeos, Documentos e Transferências. Existe desde que a conta existe e só o seu dono a vê, exceto o que ele próprio partilhar.
Btrfs — Um dos dois sistemas de ficheiros que o NAS sabe usar para o volume. Sabe fazer instantâneos e detetar dados corrompidos. O outro é o ZFS.
Cache de leitura — Um SSD à frente dos discos grandes: o que é muito pedido é servido a partir dele. Não guarda nada que não esteja já nos discos, por isso, se avariar, não se perde nada.
CHAP — A palavra-passe opcional de um disco em rede (iSCSI).
Contentor — Uma aplicação empacotada com tudo o que precisa, que corre isolada do resto. É o que o Centro de pacotes instala.
DDNS — Um nome na internet que continua a apontar para a tua casa mesmo que o teu operador te mude o IP. É preciso para chegar ao NAS de fora com um domínio.
DHCP — O serviço que distribui endereços IP numa rede. Normalmente é o router que o faz; o NAS também pode.
Disco de reserva (hot spare) — Um disco instalado e sem uso, à espera: quando outro falha, entra sozinho e o volume reconstrói-se sem que ninguém faça nada.
DLNA — A forma como uma televisão ou uma consola encontram os vídeos do NAS sem instalar nada.
F — N
Instantâneo (snapshot) — Uma fotografia do volume num dado momento. Quase não ocupa nada ao ser criado e vai crescendo à medida que os dados mudam. Serve para voltar atrás; não é uma cópia de segurança, porque vive no mesmo dispositivo.
iSCSI — Publicar um pedaço do volume para que outro computador o veja como se fosse um disco seu, e o formate.
Live Photo — A fotografia do iPhone que traz uns segundos de vídeo lá dentro. A Galeria reconhece-as e junta-as.
Magnet — Uma ligação de torrent que não precisa do ficheiro .torrent.
NFS — A forma de partilhar pastas entre dispositivos Linux. Mais leve do que o SMB e sem palavra-passe por utilizador: autoriza-se por endereço do dispositivo.
O — R
Object Lock — O cadeado de algumas nuvens: depois de carregado, nem tu o podes eliminar até passar o prazo. É o que faz com que uma cópia sobreviva a um ransomware que tenha as tuas chaves.
ONVIF — A língua comum das câmaras de rede. É o que permite ao NAS encontrá-las sozinho e saber pedir-lhes vídeo sem configurar nada à mão.
Pool (volume) — O conjunto de discos que trabalham juntos e onde vivem os teus dados. Cria-se uma vez, no início.
Proxy inverso — O porteiro que atende na internet e distribui lá dentro: uma só porta aberta no router para vários serviços.
Quota — O limite de espaço atribuído a uma conta.
RAID — Combinar vários discos para que, se um morrer, não se perca nada. Não é uma cópia de segurança: uma eliminação por engano, um incêndio ou uma cifragem por ransomware afetam todos os discos ao mesmo tempo.
RAID 1 (espelho) — Dois discos com o mesmo conteúdo. Sobrevive à morte de um; o espaço útil é o de um disco.
RAID 5 / RAID 6 — Três discos ou mais, com o espaço de um (5) ou de dois (6) reservado para reconstruir. Sobrevive à morte de um (5) ou de dois (6).
Ransomware — O programa que cifra os teus ficheiros e pede dinheiro. Contra isto só serve uma cópia em que ele não consiga tocar: ver Proteção contra ransomware.
RTSP — O protocolo pelo qual uma câmara serve o seu vídeo em direto.
S — Z
Scrub — A revisão completa do volume: lê tudo e verifica que nada se corrompeu em silêncio, reparando-o se houver redundância. Programa-se e demora horas.
SFTP — Copiar ficheiros por SSH. Não há mais nada a abrir: se tens SSH, tens isto.
SMART — O que o próprio disco diz sobre a sua saúde. É daí que vem o aviso «este disco está a morrer» antes de ele morrer.
SMB — A forma como o Windows e o Mac veem pastas em rede. É a que quase toda a gente usa.
Time Machine — A cópia de segurança do Mac. O NAS pode ser o seu destino.
Token — Uma chave assinada e com prazo de validade que o painel emite para algo concreto: ver um vídeo, abrir um documento, transferir um ficheiro. Fica ligada a quem a pediu e morre ao terminar a sessão.
UPS — A bateria que mantém o NAS ligado quando falha a luz, o tempo justo para que se desligue de forma ordenada em vez de abruptamente.
WebDAV — Pastas do NAS pela web. É o que usam a sincronização do computador e algumas apps de telemóvel.
WireGuard — A VPN do NAS. Entrar por aqui é como estar em casa, e não publica nada na internet.
WOL (Wake-on-LAN) — Ligar o NAS enviando-lhe um pacote pela rede, sem tocar no botão.
ZFS — O outro sistema de ficheiros do volume. Muito sólido e com instantâneos; pede mais memória do que o Btrfs.
Ver também
- Guia de administração — o manual do dia a dia.
- Quando algo não funciona — por sintoma.