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LGM-OS Enterprise
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O que acontece aos teus dados se o projeto parar.

Se o LGM-OS desaparecer

6 min · 9 secções

É a pergunta que deves fazer antes de confiar as fotos da tua família a um programa pago feito por uma só pessoa, e a resposta curta é esta:

Se eu deixar de manter o LGM-OS, o código é publicado no GitHub e o produto deixa de pedir licença. O teu NAS continua a funcionar, inteiro, sem mim.

O que se segue explica como e, sobretudo, como o podes confirmar tu em vez de acreditares em mim.

Isto não é uma intenção: o interruptor já está montado

O NAS pergunta ao servidor se tem de pedir licença. É uma pergunta de sim ou não, e a resposta «não» é o que liberta o produto: o painel passa ao modo gratuito e deixa de verificar licenças. Esse caminho não é um plano para o futuro — é o que o teu NAS já percorre todos os dias, e está lá desde o início.

Ou seja, libertar o produto não exige que eu publique uma versão nova, nem que alguém atualize nada. É um interruptor, já construído e já testado, no mesmo sítio por onde hoje se pergunta pela licença.

E no dia em que for acionado, o código vai para o GitHub para que qualquer pessoa possa continuar a partir daí.

E se o servidor simplesmente for abaixo numa terça-feira?

Não acontece nada, e foi feito de propósito:

O que falhaO que faz o teu NAS
O servidor não respondeNada muda. Continua como estava
O NAS não tem internetCom a licença já ativada, nada muda. Ativá-la (uma vez) e o período de experiência precisam, sim, de ligação: sem associares a tua conta em 7 dias, o NAS fica em «só dados» até o fazeres
O servidor responde qualquer coisa estranhaNada muda

A regra está escrita no próprio código: o estado do produto nunca muda por causa de uma falha de rede. Libertar é uma resposta explícita do servidor; bloquear nunca é a reação a um silêncio. Um NAS com a licença ativada, num armário sem cabo, não pode ficar sem o seu produto por não conseguir ligar para casa.

O pior que pode acontecer hoje ao teu NAS

Que a licença expire ou seja revogada. E é isto que acontece nesse caso — o modo «só dados»:

Os teus ficheirosVeem-se e transferem-se. Todos, até ao último
Os discosContinuam montados e vigiados
Os teus dadosNada é eliminado
Voltar atrásAtivar ou associar devolve tudo tal como estava

Um NAS que deixa de te dar os teus próprios ficheiros porque algo expirou é uma maneira de perderes as tuas fotos. Essa linha este produto não a atravessa, e não a vai atravessar.

Os teus dados não estão num formato meu

Isto é, provavelmente, o que mais importa:

O quêEm que formato
Os volumesbtrfs ou ZFS — os de sempre do Linux
As pastas da casaSMB, NFS, WebDAV: normas, sem cliente próprio
As aplicações da lojadocker compose normal e corrente
As cópias de segurançarsync e rclone, para um disco, outro servidor ou a tua nuvem
Os documentos, fotos e vídeosOs ficheiros tal como estão, em pastas com nome

Tira o disco, liga-o a qualquer Linux e lá estão as tuas pastas. Não há base de dados proprietária pelo meio, nem um índice sem o qual nada se percebe, nem um formato que só este painel saiba ler.

Se cifraste o volume

A cifragem é opcional e escolhes-a ao criar o volume. Quando a ativas:

  • Em btrfs usa-se LUKS2, e em ZFS a sua cifragem nativa (AES-256-GCM). As duas são normas: qualquer Linux com cryptsetup ou zfs as abre.
  • A palavra-passe é escolhida por ti e não sai do teu NAS. Não há cópia no meu servidor, nem uma segunda chave de reserva, nem forma de o abrir por trás.

Isso tem o reverso, e há que dizê-lo claramente: se perderes essa palavra-passe, ninguém consegue recuperar esse volume. Nem eu. É o que significa a cifragem ser a sério.

O que o teu NAS conta a lgm-os.com

Só se o associaste à tua conta, e esta é a lista completa:

O que enviaPara quê
A versão que temSaber se precisa de se atualizar
Espaço total e livreQue a tua conta mostre como está o dispositivo
Quantos avisos por ler temO mesmo
O nome e o endereço em casaQue o LGM Connect encontre o teu NAS sem que o procures
A impressão digital do certificadoQue a app saiba que está a falar com o TEU dispositivo e não com outro
O inventário do dispositivoDar suporte sem te pedir capturas de ecrã. Pode ser desligado no painel

O que não sai de tua casa: os teus ficheiros, os nomes deles, as tuas pastas, os teus utilizadores, as tuas palavras-passe e as tuas câmaras. Nada disso viaja, nem cifrado nem sem cifrar.

Como o confirmares tu, sem confiares nesta página

Tudo o que ficou dito pode ser verificado a partir do teu próprio NAS, com o terminal do painel:

# Em que formato estão os teus dados: btrfs ou zfs, e montados como qualquer disco
lsblk -f
mount | grep /mnt

# As pastas da casa, em SMB normal
testparm -s 2>/dev/null | head -30

# As aplicações do Centro de pacotes: docker compose corrente
docker compose ls

# O que está a ser enviado para fora, em direto
journalctl -u nas-panel -f | grep -i latido

E a prova de fogo, a única que conta a sério: tira um disco do NAS, liga-o a um portátil com qualquer Linux e abre-o. Se não estiver cifrado, monta-se sozinho. Se estiver cifrado, cryptsetup open com a tua palavra-passe. Fá-lo antes de precisares, não depois.

E o que não te posso prometer

Para isto valer alguma coisa, tem de incluir também o que não controlo:

  • Não te posso prometer que o produto não tenha falhas. Tem, e corrijo-as à medida que aparecem; o histórico completo está em Novidades, sem apagar nada.
  • Não te posso prometer suporte 24/7. Isto é feito por uma pessoa.
  • Não te posso prometer que exista daqui a dez anos. Ninguém pode. É por isso que esta página existe: não para te jurar que não me vou embora, mas para que **se eu me for, não te leve comigo**.

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