LGM Connect: o NAS no teu computador
28 min · 15 secções
O LGM Connect é a aplicação do teu NAS. Não é um painel cortado nem uma aplicação à parte com quatro coisas: é o painel inteiro, com as mesmas aplicações e o mesmo Painel de controlo que vês no navegador, e com o que a tua conta tiver permissão para abrir. O que tens no navegador tens aqui, no mesmo sítio e com o mesmo aspeto.
O que acrescenta é precisamente o que uma página web não pode fazer no teu computador:
| O que é | |
|---|---|
| As tuas pastas como mais uma unidade | A pasta do NAS abre-se no explorador do teu computador como se fosse dele, em casa e a partir de fora. E, se quiseres, também sem ligação: uma cópia viva que se iguala com a do NAS nos dois sentidos. |
| As fotos do telemóvel, no NAS | O que tiras com a câmara acaba na tua pasta do NAS. Só no telemóvel: vê Fotos do telemóvel. |
| Avisos do sistema | «Um disco está a falhar», «a cópia não foi feita» aparecem no centro de notificações do teu computador, com a janela escondida. |
| Câmaras na sua própria janela | O mosaico num canto do ecrã enquanto trabalhas noutra coisa. |
| Sempre acordada | A cruz esconde a janela na área de notificação, não fecha a aplicação: o NAS continua vigiado e voltar a abri-la é instantâneo. |
Entra qualquer utilizador do NAS com a sua conta de sempre, não só quem o administra. Cada um vê o que é seu: a aplicação não distribui permissões, só mostra o que o NAS já te dá.
Em casa não é preciso mais nada. Para a usar a partir de fora, o NAS precisa de uma porta aberta para o exterior, e há três: o endereço do LGM Túnel —o que a tua licença atribui, em Painel de controlo → Acesso externo → LGM Túnel—, o teu próprio domínio (vê Acesso a partir da internet) ou uma VPN: a do próprio NAS, ou o Tailscale ou o NetBird, se o NAS estiver na tua rede desses serviços. Sem nenhuma das três, a aplicação funciona igual, mas só quando estás em casa.
Instalar
Windows
Transfere-a em lgm-os.com → Transferir, no cartão «Transferir o LGM Connect». O botão grande é o do teu sistema; por baixo estão os outros. O instalador instala para o teu utilizador, por isso não pede a palavra-passe de administrador do computador.
Ao abri-lo, o Windows mostra um ecrã azul que diz «O Windows protegeu o seu PC». Não é que o ficheiro esteja mal: a aplicação ainda não tem a assinatura de uma autoridade reconhecida, e o Windows avisa de tudo o que não a tem. Para continuar: Mais informações → Executar mesmo assim.
Da primeira vez que usares «Procurar na rede de casa», o Windows pode perguntar se deixas o LGM Connect usar a rede. Diz que sim para redes privadas, que é o Wi-Fi de casa. Se disseres que não, a pesquisa não vai encontrar nada: podes adicionar o NAS na mesma escrevendo o seu endereço.
Atualizar
A aplicação verifica uma vez por dia se há uma versão nova e, se houver, diz-to com um aviso. Não instala nada sozinha: vai a Sistema → Atualizar, vê as novidades e carrega em Instalar e reiniciar. Antes de instalar, verifica que o que foi transferido vem assinado pelo LGM-OS; se não vier, não o instala e di-lo.
No Android, a aplicação não vem de nenhuma loja, por isso atualiza-se a partir desse mesmo ecrã: Transferir e instalar transfere o APK novo com o gestor de transferências do telemóvel e abre o instalador do Android, que te pede para confirmar com «Atualizar» (o que tens guardado mantém-se). Da primeira vez, o Android pode pedir-te que permitas ao LGM Connect instalar aplicações: ativa-o na definição que se abre, volta à aplicação e carrega em Abrir o instalador. Se o instalador não aparecer, toca na transferência nas notificações.
Ubuntu e outros Linux
Em lgm-os.com → Transferir, o botão de Linux transfere um ficheiro .AppImage: não se instala, executa-se. Dá-lhe permissão de execução uma vez (botão direito → Propriedades → «Permitir executar como programa», ou chmod +x num terminal) e abre-o com duplo clique. Serve para o Ubuntu 22.04 ou posterior e para qualquer distribuição com uma biblioteca do sistema igualmente recente. Para as pastas, o sistema precisa de ter GVFS (vem com o GNOME e com a maioria dos ambientes de trabalho); se faltar alguma coisa, a aplicação di-lo pelo nome.
Android
O botão de Android transfere um .apk. A aplicação ainda não está na loja, por isso o Android vai perguntar se permites instalar «desta origem»: diz que sim só para essa transferência. Abre a app com o telemóvel no Wi-Fi de casa e carrega em «Procurar na rede de casa». As pastas como unidade não existem no telemóvel (aí estão em Ficheiros); música, avisos e câmaras sim. Ao fechar a app por completo, vai voltar a pedir-te a palavra-passe: no telemóvel ainda não é guardada.
macOS
O botão de Mac transfere um .dmg: abre-o e arrasta o LGM Connect para Aplicações, como qualquer outra. Serve para Mac com Intel e com Apple Silicon (é um único ficheiro para os dois). A aplicação ainda não tem assinatura da Apple, por isso, da primeira vez, o macOS vai dizer que não consegue verificar o programador: fecha o aviso, abre Definições → Privacidade e segurança e carrega em Abrir na mesma (ou botão direito sobre a app → Abrir). Só acontece da primeira vez.
iPhone
Não está na App Store e não vai estar para já, porque publicar lá custa 99 $ por ano. Há dois caminhos, e para a maioria o bom é o primeiro:
| O que é | Para quem | |
|---|---|---|
| O painel como aplicação | Safari → Partilhar → «Adicionar ao ecrã principal». Ícone próprio, sem barra do navegador, avisos incluídos | Quase toda a gente |
| LGM Connect com o Sideloadly | Instalas tu mesmo o ficheiro da app, com o teu Apple ID | Quem quer a aplicação a sério e não se importa de o repetir todas as semanas |
O primeiro está explicado em Ter o painel como aplicação e não tem truque; além disso, é o único dos dois com avisos do NAS, porque um Apple ID gratuito não os pode assinar.
O segundo —o .ipa com o Sideloadly— tem o seu próprio guia passo a passo, com a palavra-passe de aplicação da Apple, o passo de «Confiar» que encrava toda a gente e o que fazer quando a assinatura expira ao fim de sete dias: Instalar o LGM Connect no iPhone.
Encontrar o teu NAS
O primeiro ecrã pergunta a que NAS te ligas. Em cima estão «Os teus NAS» —os que já adicionaste, com «Em uso» naquele em que estás agora— e, por baixo, três formas de adicionar um. Podes ter vários e mudar de um para outro quando quiseres.
Procurar na rede de casa
É a primeira coisa a experimentar. O teu NAS anuncia-se sozinho na rede, por isso aparece com o seu nome e não precisas de saber nenhum endereço: carrega em Adicionar e já está. Têm de estar os dois na mesma rede —o mesmo Wi-Fi ou o mesmo cabo—.
Se não aparecer ninguém, a aplicação di-lo com essas mesmas palavras: verifica que o NAS está ligado e nessa rede e, se não, escreve o seu endereço.
Escrever o endereço
Um único campo. Serve o IP (192.168.1.50), o nome do dispositivo, o endereço do LGM Túnel ou o endereço por onde entras com a VPN. Não precisas de saber qual de todos é o teu: cola o que usas para abrir o painel.
Antes de guardar seja o que for, a aplicação testa: mostra o nome com que esse dispositivo se apresenta, a sua versão e a sua assinatura. Assim, «escrevi um IP» passa a ser «é o meu NAS e reconheci-o». Se ninguém responder aí, di-lo e não guarda nada.
Tenho um convite
Um texto que te enviam pelo chat e que traz o NAS inteiro: o seu nome e todas as formas de chegar a ele, a de casa e as de fora. É o caminho de quem vive na casa mas não instalou nada, e o que funciona melhor a partir do telemóvel com dados móveis ou de uma rede alheia.
O código começa por LGMC1. Cola-o, a aplicação mostra-te que NAS saiu e por onde se chega, e entras.
Traz as formas de chegar que o NAS tem ligadas no momento em que é gerado. Se for publicado com o teu próprio domínio, vai esse domínio pela porta 443 —a de qualquer site, que é a que o router abre—, não pela do painel. Se estiver na tua rede do Tailscale ou do NetBird, vai também esse endereço, que funciona a partir de qualquer dispositivo com a respetiva aplicação ligada.
Quem administra o NAS gera-o em Utilizadores e grupos → «Convidar este computador», e copia-o com um botão. Não inclui nenhuma palavra-passe: só onde está o dispositivo e que certificado apresenta, por isso pode ser enviado por qualquer meio. Quem o receber continua a precisar do seu utilizador do NAS.
A partir da tua conta em lgm-os.com
É o mesmo código, para o dono. Na tua conta, cada NAS tem o seu «Código para o LGM Connect»: copia-o e cola-o em «Tenho um convite». O botão «Abrir a minha conta», no fim desse ecrã, leva-te diretamente lá.
Esse código aparece na web assim que o NAS comunica por onde se chega a ele, o que faz de doze em doze horas. Se ainda não estiver lá, copia-o do painel do NAS como acima.
A «assinatura do NAS»
É a impressão digital do certificado do teu dispositivo: a sua rubrica. A aplicação guarda-a da primeira vez e, a partir daí, só aceita esse certificado exato. Se um dia mudar sem que tenhas mexido em nada, não se liga e avisa-te, em vez de entrar no que aparecer.
É o que permite confiar no certificado que o teu NAS assina a si próprio. Um NAS acabado de instalar pode ainda não ter certificado próprio: nesse caso entras na mesma, mas sem esse aviso, e o ecrã di-lo.
Entrar
Com o teu utilizador e a tua palavra-passe do NAS, os de sempre. Se a tua conta tiver segundo fator, a aplicação pede o código de seis algarismos depois da palavra-passe. E se a tua palavra-passe ainda não tiver sido estreada, obriga-te a mudá-la antes de entrar, tal como o painel.
«Lembrar este computador» vem marcada. O teu acesso é guardado no porta-chaves do sistema —o Gestor de Credenciais no Windows— e a palavra-passe não te volta a ser pedida. Desmarca-a num computador partilhado: assim, a sessão só dura enquanto a aplicação está aberta e termina ao fechá-la.
- Mudar de NAS: o botão por baixo de «Entrar», ou o que te leva de volta a «Os teus NAS».
- Sair: o ícone do canto superior direito, ao lado do teu nome. Termina a sessão no NAS e esquece o acesso guardado neste computador.
- Remover um NAS da lista: o caixote do lixo da sua linha. O teu acesso guardado aqui é esquecido; o NAS e o que está lá dentro não são tocados.
A página inicial: onde ficaste
Logo ao entrar, e sempre que carregares no logótipo do cabeçalho, a aplicação mostra-te o que deixaste a meio, sem entrar em nenhum ecrã:
- Continuar a ver — os filmes e os episódios que tens começados, com a capa e o minuto em que vais. É o que é teu: cada conta vê os seus. Ao tocar num, abre-se Filmes.
- Ouvido recentemente — as últimas canções que tocaram neste dispositivo. Tocar numa põe-na a tocar. O NAS não guarda esta lista: fica guardada aqui, não sai deste computador ou deste telemóvel, e Limpar o histórico esvazia-a quando quiseres.
Um bloco sem nada para mostrar não aparece. Se não tiveres nada a meio nem tiveres ouvido nada ainda, a página inicial é a frase de sempre: «Escolhe algo na barra para começar».
Andar pela aplicação
As aplicações estão distribuídas por seis categorias, com o nome no azul do logótipo para as distinguir dos ecrãs de dentro, e a distribuição é a de uma casa, não a de um servidor:
| Categoria | O que há lá dentro |
|---|---|
| Multimédia | Música, Filmes e séries, Galeria, Transferências e, na aplicação, «Música guardada» e «Filmes guardados» |
| Ficheiros | Pastas (não no telemóvel), Ficheiros, Bloco de notas |
| Casa | Câmaras, Calendário e contactos, Casa inteligente, Impressora |
| Cópias | Cópias de segurança |
| Aplicações | Centro de pacotes, Docker, VM (máquinas virtuais) |
| Sistema | Visão geral, Monitor, Armazenamento, Terminal, Definições do NAS, Avisos |
Numa janela larga, as seis estão abertas na barra da esquerda. Numa estreita —ou no telemóvel— ficam na barra de baixo: tocas numa categoria e sobe uma folha com os seus ecrãs; se só tiver um, entra diretamente.
O que abres não se fecha ao mudar de ecrã. Voltar a Ficheiros leva-te de volta à pasta onde estavas, não ao início.
O que a tua conta não tem aparece desativado, não escondido, com um aviso ao carregares: «Sem permissão para X: pede-a a quem administra o NAS». Saber o que existe faz parte de saber o que se pode pedir. Quem vê o quê decide-se no NAS, não aqui: Utilizadores e permissões.
«Definições do NAS» é o Painel de controlo do dispositivo, e só aparece se administras ou se te atribuíram algum dos seus ecrãs. Por baixo está «Avisos», que é deste computador e que toda a gente vê.
A janela e a área de notificação
A cruz esconde a janela, não fecha a aplicação: assim, os avisos continuam a chegar-te e as pastas que tiveres ligadas continuam montadas. O ícone ao lado do relógio devolve-a com um clique e, com o botão direito, dá-te três coisas: abri-la, arrancar com o computador e sair a sério.
Pastas
É o único ecrã que não existe no painel do navegador, e é o que leva a maioria a instalar a aplicação: as tuas pastas do NAS, abertas neste computador como se fossem dele. Está na categoria Ficheiros, a primeira. No telemóvel não aparece: aí, as tuas pastas abrem-se em Ficheiros, sem ocupar espaço no dispositivo.
Cada pasta tem duas coisas que se parecem mas não são iguais:
| O que faz | Ocupa espaço | Com o NAS desligado | |
|---|---|---|---|
| Ligar | A pasta aparece no teu explorador de ficheiros, mas vive no NAS. | Não | Não há pasta |
| Sincronizar aqui | Uma cópia viva neste computador que se iguala com a do NAS nos dois sentidos. | O que a pasta ocupar | Continuas a trabalhar |
Ligar
Carrega em Ligar. Da primeira vez pede-te a tua conta do NAS: é pedida uma única vez por computador e guardada no porta-chaves do sistema, não em nenhum ficheiro. Quando termina, a linha diz onde ficou («Neste dispositivo: N:\») e aparece o botão Abrir, que a abre no teu explorador.
Por onde se liga é decidido pela aplicação sozinha, conforme o sistema em que estás e se estás em casa ou fora. Não tens de escolher nada.
- Desligar remove-a do teu computador. Os ficheiros continuam no NAS, intactos.
- Ao arrancar faz com que se abra sozinha sempre que ligas o computador. Se o NAS não estiver disponível, continua a tentar até ele voltar.
A partir de fora de casa, a pasta abre-se pela internet e, para isso, o Windows precisa do WinFsp e o macOS do macFUSE, instalados uma vez. São gratuitos, e o próprio ecrã di-lo com a ligação antes de tentar. Em casa não é preciso nenhum.
A partir de fora, a pasta viaja pelo mesmo endereço por onde entras no painel, por isso não é preciso abrir mais nenhuma porta no router. A única coisa que pede é que o NAS tenha ligado o acesso pela web (WebDAV) em Painel de controlo → Pastas da casa: quem administra o NAS fá-lo uma vez.
A tua «A minha unidade» também aparece aqui e, a partir de fora, vai pelo mesmo caminho: é preciso que a sua linha em Pastas da casa tenha o WebDAV ligado e que a tua conta tenha «Acesso web aos ficheiros». Com isso, também a podes ter sem ligação, como qualquer outra.
«Partilhado comigo» aparece na lista assim que alguém de casa te partilha alguma coisa da sua unidade, e liga-se como mais uma unidade. É só de leitura e não se mistura com a tua unidade: para mudar alguma coisa, abre-a em Ficheiros. Vai pela rede de casa, por isso fora de casa não se liga.
Tê-la também sem ligação
«Sincronizar aqui» pede-te uma pasta deste computador e, a partir daí, mantém as duas iguais nos dois sentidos. Da primeira vez pode demorar: é preciso trazer tudo.
A linha diz-te como vai —«A preparar a primeira vez…», «A sincronizar», «Em dia há 3 min», «Parado: …»— e tens «Sincronizar agora» para não esperares e «Deixar de sincronizar» para parar (os ficheiros ficam onde estão, dos dois lados).
Se dois computadores mexerem no mesmo ficheiro sem se verem, aparece «2 com duas versões». Nada é deitado fora: estão lá os dois, o segundo com «conflito» no nome, e és tu que decides qual vale.
Há duas coisas que podem impedir de começar, e ambas são resolvidas por quem administra o NAS: essa pasta não ter o acesso pela web ligado, e ninguém da casa a sincronizar ainda —estreá-la é tarefa de administração—. O ecrã diz-te qual das duas é.
Música
A aplicação Música é a mesma do painel, com três coisas que um navegador não consegue fazer.
Continua a tocar onde quer que vás. Põe um disco e vai a Ficheiros, a Cópias ou às definições: em baixo fica um mini-leitor com o que está a tocar, para pausar, saltar de canção ou voltar com «Abrir Música».
As teclas do teclado mandam. As teclas de reprodução (pausa, seguinte, anterior) e o controlo multimédia do sistema —o que aparece ao mexer no volume ou no ecrã de bloqueio— controlam a música do LGM Connect, com o seu título, o seu artista e a sua capa.
Guardar neste dispositivo. Abre um álbum ou uma lista em Música e carrega em «Guardar neste dispositivo»: é transferido para este computador e toca mesmo que o NAS esteja desligado ou que estejas sem rede. No NAS não se mexe em nada. O que foi guardado está em Multimédia → «Música guardada», com o que ocupa e um limite («No máximo»); mudar o limite não apaga nada. «Remover» apaga-o deste dispositivo, e no NAS continua igual. No navegador esse botão não existe: é coisa da aplicação.
Filmes guardados
Multimédia → Filmes guardados, só na aplicação. É o mesmo que «Música guardada», mas com filmes e episódios: são transferidos para este dispositivo e veem-se no avião, no comboio ou na casa da aldeia sem rede. No NAS não se mexe em nada.
Como se guarda um. Carrega em «Adicionar um filme», procura pelo título e carrega em «Guardar neste dispositivo». As séries aparecem à parte: entras numa e guardas os episódios que quiseres. São transferidos um de cada vez, e podes parar com «Parar» — o que já estiver transferido é deitado fora, porque meio filme não se vê.
O que é guardado exatamente. Depende de este dispositivo saber abrir o ficheiro do NAS:
- Se souber, é guardado o ficheiro tal como está. É o mais rápido.
- Se não souber, o NAS converte-o para este dispositivo e é guardada a conversão. Isso demora mais ou menos o tempo que o filme dura, porque vai sendo convertido enquanto é transferido: deixa a aplicação aberta e faz outra coisa. O ecrã avisa enquanto isso acontece, e a linha passa depois a dizer «Convertido para este dispositivo».
Quanto cabe. Dois números, e os dois mandam: o limite que puseres em «No máximo» (5, 20, 50 ou 100 GB; de fábrica, 20) e o que realmente estiver livre neste dispositivo, que também é indicado. Se não couber, é dito antes de começar em vez de te encher o telemóvel. Mudar o limite não apaga nada.
Só com Wi-Fi. Vem ativado, para não gastares o tarifário de dados com quatro gigas. Com isto desligado, os filmes também são transferidos com dados móveis. Só aparece no telemóvel: num computador não há forma de saber em que rede estás, e um interruptor que não trava nada lê-se como uma promessa que depois chega na fatura.
Vê-los. Toca num da lista e abre-se em ecrã inteiro, com os controlos de sempre: podes saltar, avançar e pô-lo em ecrã inteiro. Lembra-se de onde ficaste, neste dispositivo e para ti. Não é preciso NAS nem internet.
«Remover» apaga-o deste dispositivo e liberta o espaço. No NAS continua igual.
Enviar para a TV
Só na aplicação. Com um filme, um episódio, um vídeo ou uma canção a tocar, aparece no leitor o ícone de uma TV: carrega nele e aparece a lista de dispositivos da tua casa. Escolhe um e o filme passa para a TV.
O que aparece na lista. Qualquer televisor ou recetor com DLNA ligado —que são quase todos os dos últimos quinze anos— e os Chromecast e Google TV. Têm de estar ligados e na mesma rede que o computador ou o telemóvel a partir do qual envias: uma TV em modo de espera não responde, e a rede de convidados do router é outra rede.
O comando. Enquanto houver alguma coisa a tocar, fica em baixo uma barra com o título, a TV, a posição e os botões de pausa e voltar a este dispositivo. Está em todos os ecrãs: podes ir a Ficheiros ou às câmaras e continuar a pausar a partir daí. «Voltar a este dispositivo» tira o filme da TV; para continuar a vê-lo aqui, carrega no play.
Como chega o vídeo. Não é a TV que o pede ao NAS: quem o serve é a aplicação. Um televisor não sabe entrar no teu NAS nem aceitar o seu certificado, por isso, enquanto o envio dura, o LGM Connect abre um endereço temporário na tua rede de casa —com uma chave aleatória que expira ao parar— e faz de intermediário. Por isso, o computador ou o telemóvel que envia tem de ficar ligado e na rede enquanto se vê o filme.
Se a TV não aguentar o formato, di-lo e não fica a negro. A solução: guarda o filme neste dispositivo a partir de «Filmes guardados» —é guardado já convertido— e volta a enviá-lo.
Fotos do telemóvel
Multimédia → Fotos do telemóvel, só no telemóvel. Num computador este ecrã não aparece: o que faz é copiar a galeria do telemóvel, e um computador não tem nenhuma.
O que faz: as fotos que tiras acabam na tua pasta do NAS, organizadas por ano e mês, em A minha unidade → Fotos do telemóvel → <o teu telemóvel>. Estão lá como os teus ficheiros de sempre: veem-se em Ficheiros, na Galeria e em qualquer computador de casa, e entram nas cópias de segurança do NAS como tudo o resto.
Três interruptores e um botão:
- Carregar as fotos novas sozinhas. O que tirares a partir de agora é carregado sem que faças nada.
- Só com Wi-Fi. Para não gastares o teu tarifário de dados. Vem ativado.
- Incluir vídeos. Desligado: um vídeo ocupa o mesmo que cem fotos e demora o seu tempo a carregar.
- Enviar a galeria toda. Revê o telemóvel inteiro, do mais antigo para o mais recente. Da primeira vez pode demorar bastante: deixa a aplicação aberta entretanto.
Da primeira vez, o telemóvel vai pedir-te permissão para ler as tuas fotos. Se disseste que não e te arrependeres, podes dá-la em Definições do Android → Aplicações → LGM Connect → Autorizações.
O que NÃO faz, e convém saber:
- Com a aplicação fechada também carrega, com os seus limites. Com «Carregar as fotos novas sozinhas» ligado, o telemóvel carrega-as pouco depois de as tirares —e no máximo de meia em meia hora— quando tem ligação (Wi-Fi, se «Só com Wi-Fi» estiver ativado) e bateria, sem deixar nenhum aviso fixo na barra. O que passar de 200 MB, como um vídeo longo, espera que abras a aplicação, e enviar a galeria toda continua a fazer-se com ela aberta. É preciso um NAS na 2.15.0 ou posterior e ter entrado uma vez com a tua conta: o telemóvel guarda, cifrada, uma chave que só serve para carregar fotos, e podes vê-la —e removê-la— na tua conta do painel, em «Chaves de API», como «Fotos de» e o nome do telemóvel. Terminar a sessão na aplicação retira-a. Alguns telemóveis travam as aplicações fechadas para poupar bateria: se vires que não carrega, tira o LGM Connect da «otimização da bateria» nas definições do telemóvel.
- Não apaga nada do telemóvel. Copia; o que está no telemóvel fica no telemóvel.
- No iPhone, só com a aplicação aberta. Por agora, o iPhone não carrega nada com a aplicação fechada: ao abrir o LGM Connect carrega o que for novo e, enquanto envia a galeria, o ecrã não se apaga sozinho. Se, ao dar permissão, escolheres «Fotografias selecionadas», só essas são copiadas; muda-se em
Definições → Apps → LGM Connect → Fotografias. - Não é uma pasta espelho. Se apagares uma foto do NAS, não volta a ser carregada.
A mesma foto não é carregada duas vezes. Nem ao enviar a galeria depois de a teres a carregar sozinha, nem ao mudar de telemóvel, nem ao reinstalar a aplicação: antes de carregar seja o que for, a aplicação pergunta ao NAS pelo conteúdo de cada ficheiro, e o que já lá está não viaja. O que pode demorar depois de uma reinstalação é a primeira passagem, porque é preciso reler o telemóvel inteiro para perguntar.
Se parar a meio, o ecrã diz porquê e fica dito até à próxima vez: sem espaço no NAS, sem Wi-Fi com «Só com Wi-Fi» ativado, ou a sessão expirada. Quando o resolveres, continua de onde estava.
Máquinas virtuais
O ecrã de uma máquina virtual abre-se numa janela própria (o botão do canto da sua ficha): aumenta-a ou maximiza-a e o ecrã da máquina cresce com ela. Lembra-se de onde a deixaste, e podes ter várias máquinas abertas ao mesmo tempo, cada uma na sua janela.
E, ao criar ou editar uma máquina, por baixo da lista da imagem de instalação tens «Importar uma ISO deste computador»: escolhes a .iso que já tenhas aqui —a do Windows, por exemplo— e é copiada para o NAS, sem passar por nenhuma pasta de rede. Vês quanto já foi carregado e podes parar; entretanto, podes fechar a janela, ver outra coisa e voltar, que o carregamento continua. No fim, a imagem aparece escolhida na lista. O mesmo botão está no painel do navegador (Máquinas virtuais).
Filmes, Galeria e as outras aplicações
Todos os outros ecrãs são os do painel, exatamente: Filmes e séries, Galeria, Ficheiros, Cópias, Câmaras, Calendário… Não há duas versões de nada, por isso o que aprenderes numa vale na outra, e os guias de cada uma servem igualmente:
- Ficheiros · Galeria · Bloco de notas
- Câmaras · Cópias de segurança
- Serviços da casa (transferências, calendário, impressora, a TV)
- Centro de pacotes e contentores · [Máquinas virtuais](maquinas-virtuales.md)
Avisos
Sistema → Avisos. O que o NAS tiver para te contar aparece no centro de notificações do teu computador mesmo que tenhas a janela escondida, que é onde vai estar quase sempre. Isto só funciona na aplicação instalada: no navegador não há nada que pergunte ao NAS enquanto não estás a olhar para ele.
Dois interruptores:
- Avisos neste dispositivo: ligá-los ou desligá-los. Vale para este computador e para mais ninguém, tal como o volume.
- Só os importantes: os que pedem que olhes para alguma coisa —um disco que falha, uma cópia que não foi feita—. O resto continua no sino do painel.
Ao carregares num aviso, a aplicação leva-te até onde ele está: se for de movimento numa câmara, a Câmaras; se não, ao sino, onde o aviso está escrito por inteiro e com a hora.
Cada aviso aparece uma única vez, e da primeira vez que ligas a aplicação a um NAS que já tem histórico não te caem vinte de uma vez: o que é anterior não é novidade.
Câmaras
Em Câmaras, o botão «Ver noutra janela» abre o mosaico numa janela a sério, sem barras nem menus, para a deixares num canto enquanto trabalhas noutra coisa. A janela lembra-se de onde estava e, se já estiver aberta, o botão trá-la para a frente em vez de abrir outra.
No direto de uma câmara, o botão de imagem na imagem leva o vídeo para a janelinha flutuante do sistema, que fica por cima de tudo o resto.
As duas coisas são de computador: no telemóvel não aparecem.
Se alguma coisa falhar
«Não se chega ao NAS»
Aparece uma faixa âmbar em cima e não perdes o que estavas a ver. A aplicação volta a tentar sozinha de pouco em pouco tempo; «Tentar novamente» fá-lo já. Verifica que o NAS está ligado e, se estiveres fora de casa, que tens ligação.
«O certificado do NAS mudou»
A assinatura que foi guardada da primeira vez já não é a que o dispositivo apresenta. Dois casos, e convém distingui-los:
- Reinstalaste o NAS ou puseste-lhe um certificado novo: remove-o da lista e volta a adicioná-lo, de preferência a partir de «Procurar na rede de casa».
- Não mexeste em nada: alguém pode estar a fazer-se passar por ele. Não entres e descobre o que aconteceu antes de continuar.
«Sem permissão para…»
A tua conta não tem essa aplicação. Não é uma falha do LGM Connect: pede-a a quem administra o NAS, que a atribui em Painel de controlo → Utilizadores e grupos.
Uma pasta não se liga
A aplicação diz o motivo real. Os que aparecem na prática:
| O que diz | O que fazer |
|---|---|
| A conta não tem permissão sobre essa pasta | Pede-a a quem administra o NAS. |
| A palavra-passe não é a dessa conta do NAS | Escreve-a outra vez. É a do NAS, não a do Windows. |
| O NAS não oferece essa pasta | Em casa: o acesso a partir do Windows está desligado para ela (Painel de controlo → Partilha de ficheiros). A partir de fora: falta-lhe o acesso pela web (Painel de controlo → Pastas da casa). |
| Não se chega ao NAS | Verifica que está ligado e nesta mesma rede. |
| Este dispositivo já está ligado ao NAS com outra conta | Fecha essa ligação —ou reinicia— e volta a tentar. |
| Essa conta está bloqueada | Pede a quem administra o NAS que a desbloqueie. |
O código de convite não é aceite
- «Isso não é um código de convite»: os do LGM Connect começam por
LGMC1.Muito provavelmente colaste outra coisa. - «Não se percebe»: foi cortado ao copiá-lo. Pede-o outra vez e cola-o inteiro.
- «Foi gerado por uma versão mais recente do NAS»: atualiza o LGM Connect e volta a colá-lo.
Não encontro o NAS na rede
Verifica o que se esquece primeiro: que os dois estão na mesma rede. Um computador por cabo e um NAS noutra rede virtual não se ouvem. Se a pesquisa continuar sem dar nada, escreve o endereço do NAS: a aplicação encontra-o na mesma.
A minha TV não aparece ao enviar-lhe um filme
- Que esteja mesmo ligada, não em modo de espera: uma TV desligada não responde.
- Que estejam na mesma rede. O Wi-Fi de convidados é outra rede, e também o é o Wi-Fi de 5 GHz em alguns routers que as separam.
- Que tenha o DLNA ativado. Quase todas o trazem ligado de fábrica; procura-o nas definições de rede como «DLNA», «DMR» ou «partilhar conteúdo».
- Volta a procurar com o botão da folha: a primeira pesquisa pode apanhar a TV ainda a arrancar.
Preferes não instalar nada? O painel abre-se no navegador a partir de qualquer dispositivo da rede, e também pode ficar com o seu ícone: Ter o painel como aplicação. E se o que queres é que o NAS apareça como mais uma pasta sem passar pelo LGM Connect, tens Ligar os teus dispositivos.