Se o LGM-OS desaparecer
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É a pergunta que deves fazer antes de confiar as fotos da tua família a um programa pago feito por uma só pessoa, e a resposta curta é esta:
Se eu deixar de manter o LGM-OS, o código é publicado no GitHub e o produto deixa de pedir licença. O teu NAS continua a funcionar, inteiro, sem mim.
O que se segue explica como e, sobretudo, como o podes confirmar tu em vez de acreditares em mim.
Isto não é uma intenção: o interruptor já está montado
O NAS pergunta ao servidor se tem de pedir licença. É uma pergunta de sim ou não, e a resposta «não» é o que liberta o produto: o painel passa ao modo gratuito e deixa de verificar licenças. Esse caminho não é um plano para o futuro — é o que o teu NAS já percorre todos os dias, e está lá desde o início.
Ou seja, libertar o produto não exige que eu publique uma versão nova, nem que alguém atualize nada. É um interruptor, já construído e já testado, no mesmo sítio por onde hoje se pergunta pela licença.
E no dia em que for acionado, o código vai para o GitHub para que qualquer pessoa possa continuar a partir daí.
E se o servidor simplesmente for abaixo numa terça-feira?
Não acontece nada, e foi feito de propósito:
| O que falha | O que faz o teu NAS |
|---|---|
| O servidor não responde | Nada muda. Continua como estava |
| O NAS não tem internet | Com a licença já ativada, nada muda. Ativá-la (uma vez) e o período de experiência precisam, sim, de ligação: sem associares a tua conta em 7 dias, o NAS fica em «só dados» até o fazeres |
| O servidor responde qualquer coisa estranha | Nada muda |
A regra está escrita no próprio código: o estado do produto nunca muda por causa de uma falha de rede. Libertar é uma resposta explícita do servidor; bloquear nunca é a reação a um silêncio. Um NAS com a licença ativada, num armário sem cabo, não pode ficar sem o seu produto por não conseguir ligar para casa.
O pior que pode acontecer hoje ao teu NAS
Que a licença expire ou seja revogada. E é isto que acontece nesse caso — o modo «só dados»:
| Os teus ficheiros | Veem-se e transferem-se. Todos, até ao último |
| Os discos | Continuam montados e vigiados |
| Os teus dados | Nada é eliminado |
| Voltar atrás | Ativar ou associar devolve tudo tal como estava |
Um NAS que deixa de te dar os teus próprios ficheiros porque algo expirou é uma maneira de perderes as tuas fotos. Essa linha este produto não a atravessa, e não a vai atravessar.
Os teus dados não estão num formato meu
Isto é, provavelmente, o que mais importa:
| O quê | Em que formato |
|---|---|
| Os volumes | btrfs ou ZFS — os de sempre do Linux |
| As pastas da casa | SMB, NFS, WebDAV: normas, sem cliente próprio |
| As aplicações da loja | docker compose normal e corrente |
| As cópias de segurança | rsync e rclone, para um disco, outro servidor ou a tua nuvem |
| Os documentos, fotos e vídeos | Os ficheiros tal como estão, em pastas com nome |
Tira o disco, liga-o a qualquer Linux e lá estão as tuas pastas. Não há base de dados proprietária pelo meio, nem um índice sem o qual nada se percebe, nem um formato que só este painel saiba ler.
Se cifraste o volume
A cifragem é opcional e escolhes-a ao criar o volume. Quando a ativas:
- Em btrfs usa-se LUKS2, e em ZFS a sua cifragem nativa (AES-256-GCM). As duas são normas: qualquer Linux com
cryptsetupouzfsas abre. - A palavra-passe é escolhida por ti e não sai do teu NAS. Não há cópia no meu servidor, nem uma segunda chave de reserva, nem forma de o abrir por trás.
Isso tem o reverso, e há que dizê-lo claramente: se perderes essa palavra-passe, ninguém consegue recuperar esse volume. Nem eu. É o que significa a cifragem ser a sério.
O que o teu NAS conta a lgm-os.com
Só se o associaste à tua conta, e esta é a lista completa:
| O que envia | Para quê |
|---|---|
| A versão que tem | Saber se precisa de se atualizar |
| Espaço total e livre | Que a tua conta mostre como está o dispositivo |
| Quantos avisos por ler tem | O mesmo |
| O nome e o endereço em casa | Que o LGM Connect encontre o teu NAS sem que o procures |
| A impressão digital do certificado | Que a app saiba que está a falar com o TEU dispositivo e não com outro |
| O inventário do dispositivo | Dar suporte sem te pedir capturas de ecrã. Pode ser desligado no painel |
O que não sai de tua casa: os teus ficheiros, os nomes deles, as tuas pastas, os teus utilizadores, as tuas palavras-passe e as tuas câmaras. Nada disso viaja, nem cifrado nem sem cifrar.
Como o confirmares tu, sem confiares nesta página
Tudo o que ficou dito pode ser verificado a partir do teu próprio NAS, com o terminal do painel:
# Em que formato estão os teus dados: btrfs ou zfs, e montados como qualquer disco
lsblk -f
mount | grep /mnt
# As pastas da casa, em SMB normal
testparm -s 2>/dev/null | head -30
# As aplicações do Centro de pacotes: docker compose corrente
docker compose ls
# O que está a ser enviado para fora, em direto
journalctl -u nas-panel -f | grep -i latido
E a prova de fogo, a única que conta a sério: tira um disco do NAS, liga-o a um portátil com qualquer Linux e abre-o. Se não estiver cifrado, monta-se sozinho. Se estiver cifrado, cryptsetup open com a tua palavra-passe. Fá-lo antes de precisares, não depois.
E o que não te posso prometer
Para isto valer alguma coisa, tem de incluir também o que não controlo:
- Não te posso prometer que o produto não tenha falhas. Tem, e corrijo-as à medida que aparecem; o histórico completo está em Novidades, sem apagar nada.
- Não te posso prometer suporte 24/7. Isto é feito por uma pessoa.
- Não te posso prometer que exista daqui a dez anos. Ninguém pode. É por isso que esta página existe: não para te jurar que não me vou embora, mas para que **se eu me for, não te leve comigo**.
Ver também
- Cópias de segurança — porque o que ficou dito não substitui ter uma cópia fora.
- Recuperação de desastres — o que fazer se o dispositivo morrer.
- Segurança dos teus dados — quem pode ver o quê dentro do NAS.