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O certificado e os dois passos, dispositivo a dispositivo.

Ter o painel como aplicação

9 min · 12 secções

O painel pode instalar-se no telemóvel, no tablet ou no computador como mais uma aplicação: com o seu ícone, sem a barra do navegador e a arrancar mais depressa. Não há nada para transferir de nenhuma loja — é o próprio painel.

São dois passos, e o primeiro é o que quase toda a gente salta:

  1. Instalar o certificado do teu NAS nesse dispositivo.
  2. Adicionar o painel ao ecrã principal ou ao ambiente de trabalho.

O que ganhas ao instalá-lo

Não é só o ícone. Estas quatro coisas não existem enquanto o painel for mais um separador:

O que é
Avisos no telemóvel«Um disco está a morrer», «a cópia falhou» chegam como notificação com o painel fechado. No iPhone é a única forma de os receber.
Partilhar para o NASO NAS aparece no menu Partilhar de qualquer app: envias fotos da galeria do telemóvel e escolhes a pasta à chegada.
AtalhosAo manter premido o ícone: Carregar, Câmaras e Ficheiros, sem passar pelo ecrã principal.
Abre mesmo que o NAS demoreA interface fica guardada no dispositivo, por isso arranca de imediato e não fica em branco enquanto o NAS acaba de acordar.

Porque é que o certificado faz falta

O teu NAS é teu e está em tua casa, por isso não há ninguém lá fora que possa garantir que é quem diz ser. Para resolver isso, o NAS cria a sua própria autoridade de certificação ao ser instalado e com ela assina o certificado do painel. É por isso que o navegador mostra o aviso de «site não seguro» da primeira vez: não conhece essa autoridade.

Esse aviso pode ser ignorado para ver o painel, mas há coisas que o navegador não deixa fazer enquanto não confiares na autoridade, e não há forma de contornar isso a partir do painel:

  • instalar o painel como aplicação (no Android e no computador),
  • guardar uma cópia da interface para abrir depressa, e
  • receber avisos.

O que se vê quando falta é confuso, e por isso convém reconhecê-lo: em vez da aplicação, o navegador guarda um atalho normal, sem logótipo, que ao abrir aparece em branco e com a barra de endereço por cima.

O iPhone é a exceção a meias. O Safari deixa «Adicionar ao ecrã principal» sem instalar nada, por isso o ícone aparece na mesma — mas vais continuar a ver o aviso todas as vezes e não vais ter avisos nem cópia guardada. Instala o certificado também aí.

O certificado instala-se uma vez por dispositivo e não é preciso repetir mesmo que o NAS mude de endereço.

⚠️ Ao instalá-lo estás a dizer a esse dispositivo que confie no teu NAS para qualquer endereço que ele assine. Numa rede de casa é o normal, mas tem isso presente: instala-o só nos teus dispositivos, e não o andes a enviar por aí.

Passo 1: instalar o certificado

Transfere-o a partir do próprio painel: Painel de controlo → Acesso externo → Certificado. Aí há um botão para o transferir, os passos do dispositivo a partir do qual estás a ver e um seletor para ver os de outro —útil para preparar o telemóvel a partir do computador—.

O ficheiro chama-se lgm-os-autoridad.crt.

iPhone e iPad

  1. Definições → «Perfil descarregado» → Instalar.
  2. Definições → Geral → Informações → Definições de confiança de certificados, e ativa-o aí.

O segundo passo é o que se esquece sempre, e sem ele o primeiro não serve de nada: o certificado fica instalado mas desligado.

Android

  1. Procura «certificado» nas Definições do telemóvel: está em **«Encriptação e credenciais»**. Nalguns telemóveis fica em Segurança → Mais definições, noutros em «Segurança e privacidade»; o nome da secção não muda.
  2. «Instalar um certificado» → «Certificado CA» → «Instalar mesmo assim».
  3. Escolhe o ficheiro transferido, lgm-os-autoridad.crt.

Duas coisas que fazem parar muita gente aqui:

  • Se o telemóvel não tiver PIN nem padrão, vai pedir-to antes. O Android não instala certificados sem bloqueio de ecrã, e não há forma de o evitar.
  • Depois avisa que «a rede pode estar a ser monitorizada». Di-lo sempre que se instala um, seja de quem for; o teu é o do teu NAS.

Windows

  1. Abre o ficheiro transferido e clica em «Instalar Certificado».
  2. Escolhe «Computador Local» e depois «Colocar todos os certificados no seguinte arquivo».
  3. Procurar → «Autoridades de Certificação de Raiz Fidedignas».
  4. Fecha o navegador por completo e volta a abri-lo.

Se o deixares em «Pessoal» —que é o que aparece por predefinição— não serve: tem de ir para as Autoridades de Certificação de Raiz Fidedignas.

Mac

  1. Abre o ficheiro transferido: é adicionado ao Acesso a Porta-chaves.
  2. Procura-o em «Sistema», abre-o e põe Confiar → «Confiar sempre».

Linux

  1. O Chrome, o Brave, o Edge e o Vivaldi não lêem o arquivo do sistema: escreve chrome://certificate-manager (no Brave, brave://certificate-manager; em versões antigas, chrome://settings/certificates) → «Certificados locais» → «Instalados por ti» → Importar, escolhe o ficheiro e marca «Confiar neste certificado para identificar sites». Fecha o navegador por completo e volta a abri-lo.
  2. O Firefox tem o seu próprio arquivo: Definições → Privacidade e segurança → Certificados → Ver certificados → Autoridades → Importar.
  3. Para todo o sistema (opcional): em Debian e Ubuntu, copia-o para /usr/local/share/ca-certificates/ e executa «sudo update-ca-certificates»; em Arch, CachyOS, Fedora e openSUSE, «sudo trust anchor --store lgm-os-autoridad.crt».

Passo 2: adicionar o painel

Com o certificado instalado, o aviso do navegador desaparece e já se pode instalar.

iPhone e iPad

Abre o painel no Safari, toca em Partilhar e escolhe «Adicionar ao ecrã principal». O Safari não tem botão de instalar; estes dois passos são a forma de o fazer.

Android

O Chrome oferece-o sozinho, com um aviso de «Instalar aplicação». Se não aparecer, está no menu dos três pontos, como «Instalar aplicação» ou «Adicionar ao ecrã principal».

Windows, Mac e Linux

No Chrome e no Edge aparece um ícone de instalar na barra de endereço, à direita. Também está no menu dos três pontos. O Firefox não instala aplicações web: aí o painel usa-se como um separador normal.

Confirmar que ficou bem

Três sinais, e os três têm de se verificar:

  1. O ícone tem o logótipo do NAS, não uma miniatura da página nem uma letra.
  2. Ao abri-lo não há barra de endereço.
  3. Em Painel de controlo → Acesso externo → Certificado já não aparece o aviso de que falta instalá-lo. O painel verifica-o a partir de dentro da própria aplicação, que é onde se nota se falta.

Se falhar o 1 ou o 2, o que se guardou foi um atalho: volta ao passo 1.

Os avisos no telemóvel

Com a aplicação instalada, Painel de controlo → Alertas → Avisos nos teus dispositivos liga as notificações desse dispositivo. Chegam as importantes —críticas e advertências— mesmo que o painel esteja fechado.

Sem contas de terceiros: as chaves são geradas pelo teu NAS e a mensagem viaja encriptada de ponta a ponta.

O que faz falta:

Requisito
TodosO certificado instalado (ou um domínio com um certificado a sério)
iPhone e iPadAlém disso, o painel instalado como aplicação e iOS 16.4 ou superior
Android e computadorMais nada

Dois avisos diferentes já não se sobrepõem: se chegar «um disco está a morrer» e depois «a cópia falhou», vais ver os dois, e ficam até lhes tocares.

Enviar coisas para o NAS a partir de qualquer app

Com a aplicação instalada, o NAS aparece no menu Partilhar do telemóvel. Escolhes fotos na galeria, partilhas para o LGM-OS e o painel pergunta em que pasta as guardar.

O que se partilha não é carregado enquanto não escolheres a pasta: se te enganares na app, nada saiu do telemóvel.

Também funciona com uma ligação ou um texto: é guardado como um .txt em vez de se perder.

De quanto em quanto tempo é preciso repetir isto

Quase nunca, e convém saber porquê:

DuraQuem o renova
A autoridade (o que instalas em cada dispositivo)10 anosNinguém: fica
O certificado do painel (o que o navegador vê)395 diasO NAS sozinho, um mês antes de expirar

Como o certificado do painel é assinado pela tua autoridade, quando se renova os teus dispositivos continuam a aceitá-lo sem mexeres em nada. O mesmo se o NAS mudar de endereço IP: o certificado do painel é refeito com o novo, assinado pela mesma autoridade, e não é preciso repetir nada em nenhum dispositivo.

Se algo não correr bem

O que vêsO que se passa
O atalho não tem logótipo e abre em branco com a barra por cimaNão chegou a instalar-se como aplicação: falta o certificado, ou está instalado e não foi ativado (iPhone, passo 2)
Instalei o certificado e continua igualiPhone: Definições → Geral → Informações → Definições de confiança de certificados, e tem de estar ligado. Windows: confirmar que ficou em «Autoridades de Certificação de Raiz Fidedignas» e não em «Pessoal», e fechar o navegador por completo
O Chrome não oferece instalar e não diz porquêÉ sempre o certificado. O Chrome não o explica: simplesmente não oferece nada
A aplicação já instalada abre em brancoAbre-a outra vez; se continuar, abre o painel no navegador e vê se o aviso do certificado voltou
«O servidor NAS não responde neste momento (a reiniciar?)» logo ao abrirA app está a mostrar a sua cópia guardada porque o NAS não responde. Usa o botão «Entrar sem a cópia guardada» da própria mensagem
Mudei o endereço do NASNão é preciso fazer nada: vê a secção acima

Removê-lo

  • A aplicação: elimina-se como qualquer outra (manter premido → remover; no computador, a partir do menu da própria janela ou da lista de aplicações do navegador).
  • O certificado: no iPhone, Definições → Geral → VPN e gestão de dispositivos → o perfil → Remover perfil. No Android, Definições → Encriptação e credenciais → Credenciais fidedignas → Utilizador. No Windows, certlm.msc → Autoridades de Certificação de Raiz Fidedignas. No Mac, Acesso a Porta-chaves → Sistema.

Remover o certificado não estraga nada no NAS: só faz com que esse dispositivo volte a ver o aviso.

A outra opção: um certificado a sério

Tudo o que foi dito é para usar o NAS em casa. Se quiseres também entrar de fora, há um caminho que não obriga a mexer em nenhum dispositivo: um nome de domínio próprio e um certificado da Let's Encrypt, que todos os navegadores já conhecem. Com isso não é preciso instalar nada em lado nenhum e a aplicação instala-se à primeira, também no telemóvel de um convidado.

Está explicado em Acesso a partir da internet.

Ver também